quinta-feira, 26 de maio de 2011

Para começar escolhi não colocar título desta vez, porque penso que coloca-lo iria me limitar e o que eu menos quero hoje é ser limitada.
Falando em limites, o que exatamente isto significa? Delimitar? Não. Para mim, "limite" é uma regra imposta à minha vida. O curioso é que não fui eu que criei essa regra e sim as pessoas para quem eu vivo. Sim, eu vivo por algumas pessoas, mas não para servi-las igual a uma criada, mas para ouvi-las, e carregar tudo para longe destas pessoas.
Eu costumo dizer que existem dois tipo de pessoas no mundo: as que precisam ser ouvidas, e as que ouvem. Mas, refletindo, será que as pessoas que ouvem não precisam ser ouvidas? Será que não existe momentos em que elas estão a ponto de explodir? Sim, existe. Mas como as pessoas percebem isto? Simples, elas não percebem, a não ser que uma delas seja assim também. Estas coisas podem ser indiferentes para muitos entretanto, machuca, fere, dói. E o que essas pessoas fazem? Nada, porque não há que as escute.

Viver na esperança de encontrar alguém que me escute sempre foi bem frustrante porque são poucas as pessoas que possuem esse "dom".
Hoje eu não tive resposta para uma pergunta. Eu, que sempre tenho uma resposta para tudo, fiquei sem saber responder alguma coisa sobre mim. Me perguntaram como eu lido com a ausência de alguém para desabafar. Minha resposta foi ficar calada para não chorar e o comentário seguinte foi o melhor possível. Não foram palavras de consolo, não foram palavras de força, mas foi uma abraço. Abraço este que me fez "desabar" e, mais uma vez, perceber que ficar calado e reagir de uma maneira simples, é a melhor coisa que podemos fazer.


sábado, 26 de março de 2011

A pior coisa do mundo é se ver no meio do nada e não ter ninguém para te ajudar.

Ficar sem a ajuda de alguém, é pior do que ficar sem a companía de alguém.

Eu jurei, prometi, e cumpri por um ano a minha promessa de não me apaixonar pro ninguém. Consegui por um ano. Seis meses depois de me apaixonar mais uma vez pela pessoa errada, aparece alguém que parece ser a pessoa certa, novamente eu me apaixonei, movi mundos para dar certo, e agora estou aqui escrevendo uma coisa que nunca será lida. E agora estou aqui, chorando. Tentando dar uma de forte, e pensando em não chorar mais. Ouvindo uma porra de uma música que a cada vez que eu ouço só me confunde mais e me faz perceber que nunca via ter alguém lá para me ajudar.

Aqui estou eu, mais uma vez pensando em desistir de tudo, porque nada vai chegar a lugar nenhum mas sei que quanto mais eu fugir, mais as coisas vão me acompanhar. Pensar em suicídio é inútil, porque se matar é sinal de fraquesa, e tudo o que eu quero demostrar é que eu sou forte.

Não quero que NINGUÉM me ajude, e não quero a piedade, nem a cara de pena das pessoas.

Não quero que toquem em mim, e não quero que pensem em mim. Não quero que tentem descobrir o que aconteceu e quero que saibam que não vão saber.